23 de junho de 2026

Queda de temperatura e umidade podem expor falhas de manutenção em condomínios

Queda de temperatura e umidade podem expor falhas de manutenção em condomínios

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Estação pede atenção dos síndicos e administradoras para evitar problemas

Com a chegada do outono e o aumento da umidade, problemas como mofo, infiltrações e falhas de ventilação começam a aparecer com mais frequência em condomínios do Sul do país, exigindo atenção redobrada de síndicos e administradoras.

Entre os problemas mais comuns nesta época estão o surgimento de fungos e manchas de umidade provocados pelo contraste entre ambientes internos aquecidos e áreas externas mais frias, especialmente em paredes, janelas e coberturas. A queda de folhas também aumenta o risco de entupimento de calhas e tubulações aparentes, favorecendo infiltrações após períodos de chuva intensa.

De acordo com Luiz Fernando Alves Martins, vice-presidente de Economia e Estatística do SECOVI-PR e especialista do mercado imobiliário, muitos desses problemas podem indicar falhas na manutenção preventiva. “Áreas pouco ventiladas, como depósitos, garagens subterrâneas, casas de máquinas e salões de festa pouco utilizados, tendem a concentrar mais umidade e favorecer o aparecimento de mofo e deteriorações”, explica.

O especialista alerta ainda para sinais que merecem atenção imediata, como pintura descascando, rodapés estufados, manchas em paredes e tetos e cheiro característico de umidade. No Sul do país, fachadas voltadas para o sul e ambientes com pouca incidência solar costumam ser os mais afetados.

Para evitar transtornos e custos mais altos no futuro, a recomendação é investir em ações preventivas. Entre elas estão a limpeza periódica de telhados e calhas, a revisão das instalações elétricas, a ventilação frequente de áreas fechadas e a manutenção da pintura externa com produtos adequados para vedação e proteção contra infiltrações.

“A regra de ouro é a antecipação. Resolver pequenos problemas antes que se tornem estruturais reduz custos e evita danos maiores ao condomínio”, destaca Martins.

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